quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

De boas intenções está o Tallon cheio #2

No Sábado pus-me a fazer doce de abóbora com amêndoa. Para que conste, eu sou LOUCA por doce de abóbora com amêndoa! 

Estou a fazer dieta e, em vez de fugir de doces a 7 pés, ainda me dou ao trabalho de passar uma tarde inteira a fazê-los. 

O pior? O pior é que me saboto com desculpas esfarrapadas que vendo descaradamente a mim própria, qual vendedor de sonhos:

- que tinha ali a abóbora a estragar-se (como se não a pudesse congelar para fazer sopa, por exemplo);
- que fiz o doce com açúcar amarelo que não é tão nocivo quanto o seu congénere branco (como se isso o tornasse em algo indicado para consumir quando se quer perder 10 quilos);
- que era para guardar e ir consumindo ao longo de meses;
- que me iria controlar e comer tipo uma colherzinha de quando em vez;
- que ofereceria os frascos quase todos a familiares e amigos (sim, ofereci UM frasco à minha irmã);

Enfim, todo um rol de desculpas para encher a cozinha com mais uma gordice.

E hoje, que acordei com uma fome descomunal, comi não um, mas DOIS pãezinhos com doce.
Com a desculpa (mais uma vez, esfarrapada) que o Tallon me disse para só me controlar a sério a partir da hora do lanche, como se isso me desse permissão para morfar dois pães com doce ao pequenp-almoço!

Eu não tenho mesmo emenda possível. A sério que não. 

Se dúvidas houvesse


Night, night! 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

(...)

Porque não existe nada que se possa dizer perante um cenário destes.





Tardou mas chegou - finalmente - o dia


Em que me libertei, com todas as letras, de uma amizade que me fazia mal. Que estava imersa em más energias. Que me sugava a boa-disposição até ao tutano. 

Que me sirva de lição, ao menor sinal:
- pessoas com tendências obsessivas, controladoras, doentias - longe!
- cobradores de amizade - muito, muito longe!
- pessoas que não respeitem a minha individualidade - noutra galáxia!

Sem medos, porque permitir que uma pessoa assim entre nas nossas vidas pode trazer resultados catastróficos ao nosso equilíbrio. 

Livre! Finalmente L-I-V-R-E! 




















e por último:


Impaciente, eu?

Sou aquele tipo de pessoa que começa a ler as revistas pelo fim.
Que, não raras vezes, vai dar uma espreitadela à última página do livro que está a ler.
Que adora spoilers. Que procura por eles!
Que não acompanha as séries na televisão porque na net consegue ver os episódios mais recentes.
O mesmo para a novela da noite, a Império, que vejo num site brasileiro.
Que se passa quando demoram a atender uma chamada telefónica.
Que se corrói por dentro quando tem que enfrentar uma fila.
Que odeia esperar, de um modo geral.
Que, desde que se conhece por gente, move mundos e fundos para descobrir, o quanto antes, o que é aquele presente que alguém lhe comprou. E que normalmente consegue. E que faz a maior cara de surpresa quando finalmente lho dão.
Que tirou a carta de condução em duas semanas, numa escola cujas aulas funcionavam em regime intensivo, de 8h por dia, 5 dias por semana porque não tinha pachorra para andar a fazer aquilo às mijinhas de uma hora por dia por não sei quantos meses.
Que comprou uma bateria supersónica para carregar o telefone mais rápido.
E que nunca apanha o Intercidades quando pode ir de Alfa para ganhar 10 ou 15 minutos.
Que nunca vai pela estrada nacional se pode apanhar uma auto-estrada.
E em tantas, tantas outras coisas.

Só não escolho o regime intensivo, seja do que for, quando não dá. Ou quando o resultado final pode ser inferior ao normal. Nem sei como consegui levar as minhas gravidezes até ao fim! :D

Ontem, Santo Marido, disse-me que eu era a pessoa mais impaciente à face da terra. E, aqui entre nós, devo admitir que talvez ele tenha razão...

Um negócio dos bons!

Hoje tive conhecimento do negócio do ano, para não dizer, do século:

— alugar filhos!

Sim, leram bem.

Então e como funciona isso, Lado B? Simples, simples, o único requisito é ter um filho cuja idade não exceda os 24 meses. Passo a explicar:

A pessoa leva a sua cria até à porta da Segurança Social ou de uma Loja do Cidadão, onde o comum dos mortais tem que enfrentar uma fila de 300 pessoas até ser atendido, e aluga o filho para que as pessoas tenham prioridade. O cliente paga, leva a criança, é atendido, sai e devolve a criança à mãe (ou pai), que está cá fora à espera.

Ao que sei é um negócio em franca expansão, não só porque cada aluguer ronda os 15-20€ (multiplique-se isto a um dia inteiro) mas também porque é uma actividade isenta de impostos.

Adoro pessoas com ideias inovadoras, adoro! 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Literalmente




Mas não pensem que se livram de mim, hoje estou aqui, escondidinha, no recato do lar, mas amanhã volto em força e retomamos o registo habitual ;) 

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Há uma linha que separa

Os blogs que gostava de ler até há uns dois ou três anos, dos que gosto de ler agora. A ideia que tenho é que quando os blogs crescem e se tornam (muito) conhecidos, perdem o interesse. Pelo menos, para mim, perdem, é um facto.

Ando por cá há 8 anos, vi nascer muitos dos blogs que atingiram o estrelato e que, a meu ver, só eram bons até lá chegar. A partir daí acho que sobrevivem mais graças à fama que conquistaram do que propriamente pelo conteúdo, tantas vezes oco, desinteressante, altamente pretensioso e carregado de snobismo. Muitas vezes me questiono como é que algumas bloggers continuam a ter quem as siga quando escrevem posts tão arrogantes e se atrevem a tratar tão mal quem se limita a não concordar com elas (excluindo, obviamente, os comentadores estúpidos e mal-educados).

Isto para não falar que a maioria se vendeu/rendeu à publicidade, 99% das vezes, encapotada. Despersonalizaram-se completamente. Comparo-os aos novos ricos.

E tenho pena. Tenho mesmo, mesmo, muita pena.

Pergunto-me como é que x blogger, que era tão porreira, se transformou no que é hoje, com ares de diva, no pior sentido da palavra.
Importa salientar que não me refiro a ninguém em particular. Estou a falar de um modo geral.

Desde que criei o Lado B, tenho feito descobertas incríveis no que diz respeito a blogs, posso dizer que a fé na blogosfera, que julgava perdida, renasceu.

La crème de la crème da blogosfera não são os ditos blogs famosos, são estes!

Blogs bons, simples, isentos, despretensiosos, tudo aquilo com que me identifico e que julgava não existir mais de tão ligada que estava ao meu "Lado A" do blogo-mundo. Sem dúvida que este é o meu lado preferido. O que me faz sentir "em casa".

Estava presa a números mas percebo agora que os número de visitas ou de seguidores não são n-a-d-a quando comparados ao prazer e à excelente experiência de poder voltar a ser simplesmente EU.

Bom Domingo pessoas =)


Um misto de nervos, ansiedade e orgulho



Boa sorte amor! 

sábado, 31 de janeiro de 2015

Ferrozado

Dou um prémio - dou mesmo, que sou mulher de palavra! - a quem descobrir o significado de "ferrozado" :D


*Acabadinho de ouvir da boca do mê rique filho <3

Herme... what?

— Corri tudo, perguntei ao chinês e ele garantiu-me que não tinha frascos da marca que pediste. 
— Marca? Mas eu não te pedi frascos de marca nenhuma!
— Estás boa da cabeça? Então não me disseste que querias da marca Hermético?





Santo Marido vai ao chinês

Pedi-lhe para me ir comprar frascos herméticos para guardar o doce de abóbora que estou a fazer.

Vai ser uma aventura inesquecível, se com o auxílio dos funcionários dos supermercados portugueses já é o que é, nem quero imaginá-lo a dialogar com os chinocas!

Aguardemos.

Foi tudo para a praia?

Aproveitar os 40º à sombra e este sol radioso, ou anda por aqui alguém?


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

É bem-feita!

4638 kcal depois, estou tão enjoada que tão cedo não quero ouvir a palavra comida.

#seremorsosmatassemjaestavaaquiesticadinha

De boas intenções está o Tallon cheio

Acabei de pedir a Santo Marido que me fosse ali abaixo buscar um crepe de gelado, com chocolate quente e chantilly.

Eu sei que estou de dieta mas está-me a apetecer taaaaaaaantoooo...

Isto dava um case study dos bons #2

Pois que Santo Marido tem uma mãe com umas ideias extremamente avançadas.

Situação passada há cerca de 3/4 anos:

— Lado B, comprei este robe, estes dois pijamas e estes chinelos para o meu Santo Filho, mas não são para pôr a uso. Lave e guarde, está bem?
— Como, minha Doce Sogra? Então, se não são para usar porquê é que mos está a dar?
— Ora, porquê. Porque um dia que Santo Filho tenha que ir de urgência para um hospital é importante ter um bom robe, uns bons pijamas e uns chinelos, por estrear, para estar apresentável enquanto lá estiver.
— ...

Já sabes, Santo Marido, um dia que te dê uma travadinha, vais ser o doente mais bem vestido de todo o hospital.

Isotretinoína, meu amor

Agora que já temos mais intimidade, já te posso tratar carinhosamente por Isa, não te parece?

Então Isa, é o seguinte: eu sei que quando iniciámos a nossa relação, foste absolutamente sincera comigo - qualidade raríssima nos dias de hoje e absolutamente louvável -, não me quiseste levar ao engano e fizeste questão de me mostrar os teus lados todos, do A ao Z.

E que eu aceitei todinhos em troca da pele preciosa que tinhas para me oferecer.

Mas, Isa, darling, será que não dava para aliviares um bocadinho, sei lá, seres um pouco mais branda e limitares os teus maravilhosos achaques efeitos secundários a um, na loucura, dois, por dia?
Somos ou não somos umas ladies? Então, ladies não agem como drama queens, certo?

É que a pele a escamar, eu aguento. Hidratante daqui e hidratante dacolá, eu cá me arranjo.

Os lábios mais secos que o deserto do Saara, também. Assim como assim tinha para ali o 8 Hour enfiado para uma gaveta e arranjaste forma de lhe dar uma oportunidade.

O couro cabeludo a pelar como se estivesse com um ataque de caspa, pronto, seja. Afinal, para que servem as pontas dos dedos senão para andar a catar bocadinhos de pele espalhados pelo cabelo, né?

Agora, minha querida Isa, esta dor de cabeça do tamanho de um Airbus A380 que me acompanha desde as 8 da manhã, ai, esta é que me está a tirar do sério. Estou a ponto de cometer uma loucura e engolir uma caixa inteira de Maxalt a ver se isto abranda.

Vê lá o que podes fazer por mim, sim amor?

Cá beijinho.

Hoje é o Dia do Croissant


Mas acho que desta vez, passo. 
É que, desde que vi esta imagem, parece que lhes ganhei uma espécie de intolerância...

Leite, leite everywhere


Este é um assunto que me é particularmente caro, pelo que hoje me apetece falar nele =)

São inúmeras as teorias acerca dos benefícios versus malefícios do consumo de leite. Quem nunca ouviu a célebre frase "os humanos são os únicos animais adultos que bebem leite?" - coisa mais ridícula, btw...

Existem diversas teorias, suportadas por estudos científicos, que resultam em acérrimos defensores do sim, deve beber-se, e do não, não se deve consumir.

É certo que o leite atual é sujeito a um processamento que o altera face ao de antigamente. Desde logo porque tem menos microrganismos, graças à pasteurização, e menos gordura. Por outro, há quem alegue que está agora contaminado com diversos pesticidas e outros produtos tóxicos, mas também repleto de antibióticos e hormonas. E que estas, por sua vez, poderão estar relacionadas com o aumento do risco de alguns cancros e de outras doenças. 
Para os defensores do “sim”, o leite é um alimento completo, que contém uma enorme quantidade de nutrientes essenciais, alertando para os muitos estudos epidemiológicos que demonstraram o efeito benéfico do consumo de leite, tendo sido evidenciado um efeito protector contra várias doenças, nomeadamente enfarte agudo do miocárdio, AVC, diabetes, vários tipos de cancro e demência.

Intolerância à lactose?
A lactose é um tipo de açúcar presente em grande quantidade no leite e nos seus derivados. É digerido no intestino delgado por uma enzima específica, a lactase. O mecanismo de digestão é relativamente simples: na presença da lactase, este açúcar é quebrado em dois componentes, glicose e galactose, que depois são utilizados como fonte de energia pelo organismo. A intolerância à lactose tem como origem uma insuficiência ou ausência da enzima lactase e pode ser permanente ou temporária. Em certos casos, relativamente raros, o organismo é incapaz de produzir lactase devido a uma falha genética que impede a sua síntese. Sem a lactase, enzima essencial à quebra da lactose em glicose e galactose, não ocorre a digestão deste açúcar. Estamos então perante um caso de intolerância. 

Pode falar-se de alergia à lactose?
Não.
A diferença entre alergia e intolerância alimentar é que, ao contrário da alergia, na intolerância não há envolvimento do sistema imunológico. A intolerância à lactose manifesta-se por ausência ou insuficiência da enzima lactase. A causa é genética ou ambiental. No caso de alergia às proteínas do leite de vaca, há uma reação do sistema imunológico à introdução destas proteínas no organismo. Ao contrário, a intolerância à lactose é simplesmente a impossibilidade do organismo de a assimilar.

E aquela cena de sermos o único mamífero adulto que bebe leite? 
Aqui cito o gastroenterologista Hermano Gouveia, que é peremptório em afirmar que:
“O homem também é o único animal que é racional. Esse argumento tem alguma graça, porque se dermos leite a um gato ou a um cão, também o bebem, aliás gostam bastante. A questão é que, realmente, eles não têm o raciocínio que lhes permita fazer essa escolha. De acordo com esse argumento, também não faria sentido nenhum que o Homem adulto tivesse lactase, o fermento que vai permitir desdobrar a lactose que existe no leite. E ela existe no organismo humano.
O que se passa é que há povos com mais ou menos lactase, isso é bem visível no mapa mundo. No Noroeste da Europa está a população que tem mais lactase, e portanto menos intolerância à lactose. No Mediterrâneo, no Sul, são muitas as pessoas intolerantes, cerca de 20, 30%, ao passo que entre os nórdico os valores são de apenas cerca de 5%. Se falarmos nos asiáticos, a percentagem de intolerantes aumenta muitíssimo, 70, 80% e entre os africanos é ainda maior. 
O leite é um alimento completo, com uma grande riqueza nutricional, nomeadamente fonte de proteínas. Só há razão para o evitar caso seja mal tolerado”. 

Resumindo, não existe uma regra para o consumo de leite, depende da tolerância de cada um. Desde que não haja qualquer intolerância digestiva ou alérgica, o leite deverá ser um alimento de primeira escolha, que faz parte da nossa dieta há milhares de anos. 

E agora, com licença, que está na hora do meu galãozinho :DD

Não sei se estou confortável

Por ter mudado a foto de perfil, ainda por cima por uma que já foi foto de perfil no facebook... vou dormir sobre o assunto e amanhã vejo se a mantenho ou se voltamos ao registo habitual.