quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A janela do meu quarto

Através da janela do meu quarto vejo a cidade.
Não é uma janela comum, é enorme e vai até ao chão, o que me permite usufruir de uma vista privilegiada.

Adoro acordar, olhar para o lado e ver, lá fora, a cidade que mal amanheceu e já se encontra em pleno movimento. As pessoas apressadas de um lado para o outro, umas entram na farmácia, outras saem dos cafés. As crianças de mãos dadas com as mães, os autocarros cheios de gente, os carros nos vários sentidos, uns nos semáforos, outros nas rotundas. Movimento. E eu ali, ainda deitada no quentinho.

Amo o contraste da quietude do meu quarto com o burburinho lá fora, transmite-me uma espécie de paz ver que a vida corre como tem que correr, indiferente a tudo e todos, que tudo está certo e que, aconteça o que acontecer, o mundo lá fora não pára.

Todas as manhãs fico nisto uns minutos, até que as horas me obrigam a saltar para a minha realidade, que se passa a contra-relógio, entre duche, papas, cereais, vestir e pentear as crianças, apertar botões e atacadores em série e, finalmente, tratar de mim. Nos dias bons não há birras, nem atrasos, nem esquecimentos. Nos maus, bom, nem queiram saber. São berros dos filhos, berros da mãe, as meias ou os sapatos que têm "uma coisa", a roupa que "está torta" ou uma etiqueta que deu para incomodar de tal maneira que provoca uma birra, isto quando não querem acabar de ver os desenhos animados que os deixo a ver enquanto me arranjo. Nesses dias quando chego a sair de casa, juro que até penso que é mentira.

As minhas manhãs, tal como imagino que sejam as manhãs da maioria das mães deste mundo, são esgotantes, antes das nove já eu estou exausta, pelo que aqueles minutinhos de terapia matinal sabem-me pela vida.

Bom dia! :)

Imagem retirada da net

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Cartão do Cidadão

Hoje fui renovar o Cartão do Cidadão.
Maquilhei-me comme il faut, escolhi roupa e acessórios a preceito, ensaiei caras e bocas, tudo para ver se na foto deste cartão ficava com menos ar de assassina em série e, consequentemente, deixava de morrer de vergonha sempre que tinha que apresentar o dito em algum lado.

Cheguei lá, tirei a primeira foto - ar de cocaínada a ressacar. Segunda foto: ali a oscilar entre cara de enterro e presidiária. Terceira foto: Autêntica zombie. Chega! Siga, tal como está! O que significa, horrível. Medonho. Mil vezes pior que a anterior. Aquilo que lá está não sou eu!

A sério, mas quem foi o camelo que aboliu as maravilhosas fotos tipo passe nas quais ficávamos sempre lindas e maravilhosas, com ar de divas de cinema, quando comparadas com esta merda de máquina fotográfica a que agora nos sujeitam?


Meet Dexter

A propósito DESTE POST da Uva Passa, e a fim de contrariar as teorias de que todos os animais são uns amores, queridos, lindos, fofinhos, inofensivos e mimimi, venho apresentar-vos (tremam!) o felino cá de casa: Dexter.

Pois que o Dexter chegou cá bebezinho de 2 meses, lindo, fofinho, inofensivo, minúsculo, assustado, tímido, enfim, uma coisa tão linda e tão boa que só apetecia estrafegar. Foi a loucura! Não havia dia sem chatices para ver quem ficava com ele mais um bocadinho, um verdadeiro mimado.

Mas o Dexter cresceu. E continua fofinho, lindo e, sobretudo mimado. Mas já não é inofensivo, nem assustado e muito menos tímido. Está mais para o endiabrado que outra coisa. Resmunga connosco se algo não está do seu agrado! Por outro lado, sempre que temos visitas o sonso de merda comporta-se exemplarmente, a sério, ninguém acredita quando eu digo a peste que ele é! É impressionante, parece que faz de propósito.

Já perdi a conta às travessuras que o bichano aprontou, às coisas que ele partiu, às coisas que ele estragou, à [nossa] comida que ele, sorrateiramente, comeu. Às mordidelas que nos deu! Assim como já perdi a conta às vezes que me desesperei e que jurei que era desta que lhe punha as malas à porta ou o dava para adopção! Mas, mesmo sendo este diabinho em forma de gato, que até pesadelos já me provocou, continuamos a gostar dele. Os miúdos então são LOUCOS por ele e passam a vida a tentar encobrir os delitos por ele cometidos. O sacana conquistou-nos mesmo!

A Uva disse-me que, às tantas, ele era a reencarnação de algum ex e, acreditem, eu cá não duvido nadinha! :D





Considerações da mais elevada pertinência à uma e doze da manhã

- pão-de-ló recheado com doce de ovos moles, congelado há três meses, descongelado no microondas, fica i-g-u-a-l-z-i-n-h-o ao dia em que foi feito.

- pão-de-ló recheado com doce de ovos moles, congelado há três meses, descongelado no microondas e consumido de imediato, faz uma limpeza intestinal mais eficaz que uma caixa de Dulcolax tomada de uma vez só.



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[sim, eu sei que estou a fazer dieta, mas estava mesmo, mesmo, mesmo necessitada de um docinho e, assimcomassim, os poucos minutos que cá ficou dentro não hão de ter provocado grande estrago.]

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Que dia, senhores!

Começou às 4 da manhã com Santo Marido a sair de casa para o aeroporto, depois só consegui adormecer por voltas das 6 para acordar uma hora depois com uma camadão de sono daqui à Nova Zelândia.

Não parei um (UM) segundinho o dia inteiro mas hoje aconteceu algo diferente, especial até, que me fez acreditar no karma - tirei tiket no parquímetro para 2 horas para ir à Loja do Cidadão, acabei por demorar menos que 15 minutos e quando voltei decidi colocar o talão na máquina para alguém que precisasse. Umas voltas mais tarde, quando ia tirar outro ticket, não é que encontrei também na máquina um ainda válido para mais de meia-hora? Não deu mesmo para conter o sorriso e pensar na coincidência que me tinha acabado de acontecer =)

Miúdos a sair às 16:30 e voei para o colégio porque eles adoram que a mamã os espere na porta das salas, que são lado a lado, para serem os primeiros a ir embora, com muito mimo à mistura porque, afinal de contas, já não me veem há uma eternidade. :) Não me perguntem porquê mas isto é algo que lhes oferece, de facto, uma enorme felicidade. Então, sempre que possível, lá estou à espera dos meus amores.

Paragem no Pingo Doce e casa. Sentei-me, exausta, no sofá por "uns minutinhos" e acordei mais de 3 horas depois, com Santo Marido, que chegou da viagem-relâmpago a Paris e eu nem ouvi, a chamar-me para ir para a mesa porque o peixinho já estava assado. Percebem agora porque é que lhe perdoo tantas distracções? Este homem, além de lindo, vale oiro! Oiro!

domingo, 8 de fevereiro de 2015

De boas intenções está o Tallon cheio #3

Tinha ali 5 claras.
Guardei-as para fazer uma omelete light?
Não. Fiz uma pavlova. 

As evidências já não são o que eram

"O que aconteceu foi que o presidente tropeçou no carpete sobre os degraus de uma escada ao descer de uma plataforma, mas é evidente que ele conseguiu por si mesmo evitar a queda", disse o ministro da Informação do país, Johnathan Moyo, ao jornal estatal "Herald". 

Absolutamente evidente.

 A sério, mas qual terá sido a ideia de negar o inegável?

Agora, olha, aguentem-se à bomboca ahahahahahahahah




















 



O que o safa é ser giro e bom cozinheiro

Com um filho febril, o Domingo é passado em casa. Nisto, Santo Marido tem uma excelente ideia:

Ele: E se escolhesses um filmezinho para vermos juntos?
Eu: Boa. (E ponho-me à procura do filme ideal)
Eu: Boyhood, que andamos há que tempos para ver?
Ele: Sim, parece-me bem.

O filme começa e pergunto-lhe:
— Está bom assim ou queres que ponha mais alto?
— ZzzzzzZZZZZzzzzzzzzZZZZzzzzzzz

E é isto. A minha vida é isto. 

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Ele prometeu que de ontem não passava


E não passou. 

(Não sei se ria, se chore)

Xô tentação

Ontem à noite reuni umas amigas aqui em casa para uma demonstração da nova Bimby. A agente que me vendeu a minha há uns anos, e que entretanto se tornou amiga, andava há que tempos a oferecer-se e, prontoS, foi ontem. Só vos digo que de repente dei por mim a olhar para a minha Bimby como se estivesse a olhar para um Datsun de 1978. Oh pá.... a nova é tão linda, tão silenciosa, tão estável, tão automática, tão moderna, tão grande, tão tudo... queeeeeroooooooooo!!!

Os cozinhados per si, não me deslumbraram porque, na prática, esta faz exactamente as mesmas coisas que a minha, pelo que a limonada, o sorvete de fruta, a tarte de maçã com massa quebrada feita num minuto ou o (delicioso) bacalhau com espinafres, não foram novidade para mim. MAS, tal como num coração de mãe há sempre lugar para acolher mais um filho que nasça, na minha cozinha também há espaço para duas Bimbys, a vintage e a nova, coabitarem alegremente.

Comprar uma agora está fora de cogitação e quando ela me acenou com a possibilidade de me tornar vendedora para ganhar uma, tenho a certeza que as minhas pupilas deram lugar a duas grandes estrelas douradas!
Diz ela que se nos inscrevermos, basta vendermos 6 para que a nossa esteja paga. Ai, não sei, não! Se por um lado acho que não tenho o menor jeitinho para a área comercial, por outro, o produto é francamente bom e vendável, pelo que não me parece que 6 vendas sejam algo assim tãããão complicado de se alcançar.

Decisions, decisions...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Já paravas de tremer, Lado B




Post perceptível apenas por quem tenha nascido antes de 1985




Ontem em conversa com Santo Marido falei-lhe das inúmeras viagens de comboio que fiz em miúda, acompanhada da minha querida avó e da minha irmã, entre Lisboa e Coimbra. Viagens que, na altura, obrigavam a trocas de linha, umas vezes no Entroncamento, outras na Pampilhosa e que duravam horas e horas. 
Isto quando, por algum motivo, o comboio não parava no meio do nada, e por ali ficava o tempo necessário (às vezes horas) até que se pudesse seguir viagem. 
Claro que a minha avó, mulher prevenida, levava sempre farnel (como eu adorava aqueles farnéis!) e, não raras vezes, ajudou a matar a fome a passageiros mais incautos que achavam que farnel era coisa de matarruanos parolos. Era, era, quando o comboio parava e a fome atacava, aqueles pastelinhos de bacalhau sabiam que nem ginjas! =) 

As recordações destas viagens são das mais doces que guardo da minha infância, não só pela animação que era andar de comboio, mas também porque significavam férias e longos dias (ou semanas e às vezes meses, que na minha altura as férias grandes eram mesmo grandes!) de pura felicidade em casa da avó, com os primos todos e os miminhos insubstituíveis que ela nos dava. 

Amava aqueles comboios cujas carruagens eram divididas por compartimentos, tipo salinhas, com uma porta de correr em vidro que dava para o corredor. Já devem ter desaparecido há alguns 20-25 anos... 
Pois que lhos descrevi detalhadamente mas o grande sonso diz que não se lembra, que, ou nunca andou ou então que eu sonhei! Olha-me este!

Atirei-me ao Google à procura dos benditos comboios, desvirei a internet e não encontrei uma única referência aos mesmos. Nem no site da CP, nada, nicles! Que tristeza!

O máximo que encontrei foram estas imagens, que sequer correspondem a comboios portugueses mas que, pelo menos, já servem para lhe mostrar quem é que anda aqui sonhar. 



Sonho sim, mas com ele a pôr a lâmpada da casa-de-banho que continua à média luz. 

Ahahahahahahah

Se acham as vossas manhãs cruéis e geladas, cliquem AQUI e vejam se não há quem comece o dia de maneira muito, mas muito pior!

[bom dia!]

Eu não tenho culpa, estas coisas é que vêm ter comigo!

Eu juro que não quero ser má-língua mas que posso eu fazer se estou sossegadinha a fazer a minha ronda facebookeana e dou de caras com esta imagem? 

Como ignorar este anúncio fantástico, estes maravilhosos pés peludos com calos nos dedos mindinhos e as unhas delicadamente pintadas? Como, senhores? 


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A melhor surpresa do dia

Fazer login no Wareztuga e ver que tinha lá, prontinho, à minha espera, um novo episódio da minha Anatomia de Grey.

Para uma viciada como eu, que andava a ressacar há mais de 2 meses, foi mesmo uma surpresa do catano!

E o melhor? Amanhã já sai o próximo!

Crise matrimonial à vista

Santo Marido, não anda a cumprir com os seus deveres conjugais.

Esta lâmpada está fundida vai para uma semana, não se troca sozinha e é, indiscutivelmente, o tipo de dever que lhe compete.

É que estou farta de ter a casa de banho quase às escuras, uma pessoa nem consegue ler uma revista na hora H ou maquilhar-se devidamente!

Já lhe pedi para cima de 30 vezes para comprar a bendita lâmpada e tratar do assunto mas todos os dias  o homem se esquece. Caramba, que paciência tem limites e, como se sabe - e ele sabe-o melhor que ninguém - eu sou uma pessoa que sofre dos nervos.

Não sei não, mas acho que hoje alguém vai dormir no sofá. E não sou eu.


A blogosfera é um lugar estranho

A piada que eu acho quando uma blogger não publica um comentário, identificado e escrito com educação, como é meu apanágio, só porque não tem argumentos para o rebater.

Confesso que me surpreendeu, uma vez que tenho plena noção que o mesmo não era, de todo, ofensivo ou mal-intencionado, nem o assunto, sequer, melindroso.

Ainda para mais num blog cuja autora  é conhecida por ter sempre resposta para tudo, que dê lá por onde der, tem sempre que mostrar que fica por cima. Faz parte da imagem blogosférica que construiu.

Quando não tem resposta ou não pode mostrar que fica por cima, simples, não publica, que isto, parecendo que não, não são só blogs e há toda uma reputação a manter =)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Opá isto é SÓ espectacular

É só colocar a nossa data de nascimento e viajar pelas músicas da nossa vida. E o mais incrível é que bate tudo certinho!

Amei, amei, amei!

Obrigada Retrojam!

www.retroj.am

O que importa é que a malta se entenda

Entre ontem e hoje estive envolvida em duas conversas, com diferentes intervenientes, nas quais se passou o seguinte:

- Uma dizia méstrado, a outra mestrado.
- O mesmo com Ikeá ao que a outra respondia com Ikeia.

Horas mais tarde, vi-me no mesmo filme mas com uma a dizer intoccicação e a outra, intoxicação.

Isto, parecendo que não, na prática, é estranho, muito estranho.

De boas intenções está o Tallon cheio #2

No Sábado pus-me a fazer doce de abóbora com amêndoa. Para que conste, eu sou LOUCA por doce de abóbora com amêndoa! 

Estou a fazer dieta e, em vez de fugir de doces a 7 pés, ainda me dou ao trabalho de passar uma tarde inteira a fazê-los. 

O pior? O pior é que me saboto com desculpas esfarrapadas que vendo descaradamente a mim própria, qual vendedor de sonhos:

- que tinha ali a abóbora a estragar-se (como se não a pudesse congelar para fazer sopa, por exemplo);
- que fiz o doce com açúcar amarelo que não é tão nocivo quanto o seu congénere branco (como se isso o tornasse em algo indicado para consumir quando se quer perder 10 quilos);
- que era para guardar e ir consumindo ao longo de meses;
- que me iria controlar e comer tipo uma colherzinha de quando em vez;
- que ofereceria os frascos quase todos a familiares e amigos (sim, ofereci UM frasco à minha irmã);

Enfim, todo um rol de desculpas para encher a cozinha com mais uma gordice.

E hoje, que acordei com uma fome descomunal, comi não um, mas DOIS pãezinhos com doce.
Com a desculpa (mais uma vez, esfarrapada) que o Tallon me disse para só me controlar a sério a partir da hora do lanche, como se isso me desse permissão para morfar dois pães com doce ao pequenp-almoço!

Eu não tenho mesmo emenda possível. A sério que não.